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Mostrando postagens de março, 2026

DOMUS, UMA METROPOLE DO FUTURO

  ENSAIOS E CRIAÇÃO LITERÁRIA DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO dezembro 27, 2025 DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO   (Uma ficção edificada sobre a realidade)  A crise de identidade de uma sociedade que suspeita viver uma simulação Ano 2100. A população do planeta aproxima-se de 350 bilhões.          O meio ambiente foi exaurido até o limite e, para que a vida persistisse, a humanidade construiu cidades artificiais — catedrais tecnológicas seladas, autorreguladas, sustentadas por inteligências sintéticas e ecossistemas simulados.          Entre elas, nenhuma era tão vasta e complexa quanto Domus. Domus não era apenas uma cidade. Era um sistema. Um organismo urbano que respirava dados, pulsava energia e regulava emoções.          Seus habitantes viviam em níveis estratificados, do Subsolo Fotônico às Cúpulas Altas, onde o céu era um painel de probabilidades climáticas cu...

GUIA DE VIAGEM PARA LUGAR NENHUM - Aforismos, dicas práticas e observações para atravessar a existência

GUIA DE VIAGEM PARA LUGAR NENHUM          ESCLARECIMENTO INÚTIL             Aforismos, dicas práticas e observações para atravessar com insegurança a existência, quando a viagem é turística, sem compromisso com o retorno - que pode acontecer no meio da diversão.           A diversão é tão boa, tão deliciosa, que pensar não é preciso, viver é preciso - com diversão, claro!!           Como disse o poeta F. Pessoa: "navegar é preciso, viver não é preciso!"          Creio ser interessante pontuar  essa palavrinha incômoda, "preciso". Precisar, precisão          N o caso navegar é (preciso, navegar com exatidão, rigor, cálculo, direção); viver não é (preciso, não admite exatidão, pois  a vida não cabe em mapas, em cálculos, em certezas. A inexatidão é seu destino!  Vive-la dispersamente, sob o aspecto moral). ...

DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO

  DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO   (Uma ficção edificada sobre a realidade)         A crise de identidade de uma sociedade que suspeita viver uma simulação Ano 2100. A população do planeta aproxima-se de 350 bilhões.          O meio ambiente foi exaurido até o limite e, para que a vida persistisse, a humanidade construiu cidades artificiais — catedrais tecnológicas seladas, autorreguladas, sustentadas por inteligências sintéticas e ecossistemas simulados.          Entre elas, nenhuma era tão vasta e complexa quanto Domus. Domus não era apenas uma cidade. Era um sistema. Um organismo urbano que respirava dados, pulsava energia e regulava emoções.          Seus habitantes viviam em níveis estratificados, do Subsolo Fotônico às Cúpulas Altas, onde o céu era um painel de probabilidades climáticas cuidadosamente calculadas. Sabia-se que o sol ainda exist...